Cenário Econômico
Após a turbulência de 2009, a economia mundial apresentou no primeiro semestre de 2010 (1S10) sinais de recuperação nas atividades econômicas, sendo liderados pelos países emergentes, a exemplo da China, da Índia e do Brasil. Também os USA, Japão e Alemanha dão sinais de aquecimento na sua economia. Por outro lado, na Zona do Euro, a recuperação ainda é incerta, devido à crise fiscal na Grécia, Espanha e Portugal. Esse cenário motivou a revisão das estimavas de crescimento global de 2% para 4% em 2010, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).
No Brasil, o 1S10 começou aquecido, registrando crescimento de 9% no PIB no 1T10 em relação a igual período do ano passado. Os indicadores do desenvolvimento da indústria e do comércio, respectivamente, de 17,3% e de 11,5 % nos cincos primeiros meses de 2010, também foram positivos se comparados ao mesmo período de 2009.
Em maio deste ano, a taxa de desocupação foi 7,5%, que refletiu aumento de 0,2% frente a abril. Ainda em relação ao mês anterior, o poder de compra do rendimento médio real habitual dos trabalhadores teve queda de 0,9%, segundo dados do IBGE. O comportamento do mercado de trabalho formal, no 1S10, apresentou um saldo de 1,4 milhões de empregos gerados, representando um acréscimo de 4,4%, segundo números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)).
O fato negativo no ano foi o recrudescimento da inflação: o IPCA acumula taxa de 3,1% acima da variação de 2,6% do mesmo período de 2009. Para os analistas do setor financeiro, o IPCA deve encerrar o ano em 5,5%, portanto, acima da meta 4,5%. Nesse ambiente, o COPOM elevou no 1S10 a taxa SELIC de 8,7% para 10,2% a.a., objetivando assegurar a convergência da inflação à trajetória da meta.
No Pará, a produção industrial teve um incremento de 10,3%. No comércio, o volume de venda cresceu 15,4% (IBGE). Foram gerados pouco mais de dezessete mil novos postos de trabalhos formais, o que equivale a um aumento de 3,0% (CAGED/MTE). O IPCA na Região Metropolitana de Belém apresentou no mês de junho elevação de 0,1% frente a 0,2% de maio – no semestre o acumulado é de 3,8% (IBGE). O saldo total das operações de crédito do Estado no 1Q10 cresceu 21,1%, sendo 24,2% referente à Pessoa Física (PF) e 18,0% Pessoa Jurídica (PJ), segundo o Banco Central do Brasil (BCB), comparativamente a igual período de 2009.